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Filme: Bebê de outubro




Nome original: October Baby
Ano: 2011
Duração: 1h47m
Gênero: Drama/Gospel
Direção: Andrew Erwin e Jon Erwin

Sinopse: Abrem-se as cortinas, Hannah entra no palco… momentos depois, ela se vê caída ao chão. Todos os exames médicos levam a uma só direção: o difícil nascimento de Hannah. O diagnóstico médico nem se compara à descoberta de quem são seus pais: Hannah foi adotada – após uma tentativa de aborto malsucedida. Perplexa, confusa e irritada, Hannah toma um novo rumo em sua vida na companhia de seu velho amigo Jason. Nessa busca para descobrir seu passado obscuro e encontrar esperança no futuro incerto, ela percebe que a vida pode ir além dos nossos planos e projetos.




Demorei algum tempo para assistir novamente este filme, pois o mesmo não encontrava-se disponível em nenhum serviço de streaming, e eu não estava a fim de desembolsar meus suados centavos alugando-o pelo YouTube Filmes. Tive, então, de assisti-lo por DVD (emprestado por uma conhecida da igreja em que frequento), o que muito dificultou nos prints tirados para preencher a postagem, que ficaram com a qualidade muito aquém do esperado.

Em suma, não direi que esta é uma película emocionante, ou mesmo que meus olhos ficaram marejados durante o tempo em que passei assistindo-o. Não. O filme é bem enxuto, e diria eu, até mesmo honesto com a moral que deseja passar. Fiquei impressionada pois podia jurar que a qualquer momento, um panfletário evangélico seria jogado em minha cara. Não entenda-me mal. Eu sou cristã e amo a Deus acima de tudo, porém, detesto quando algum filme tenta passar uma mensagem forçada (seja qual for o filme, gospel ou mundano). Quero descobrir por mim mesma e não que exponha isto em um diálogo impreciso. Show, don't tell! Graças aos céus, isso não ocorre neste filme.




O filme conta a história de Hannah, uma garota que se sente frustrada e incompreendida. Ela até mesmo escreve em seu diário, que sente-se desprezada e mal-amada. Apesar de seus pais a amarem demais, quando Hannah descobre que é adotada, simplesmente joga toda a culpa e frustração de sua mãe biológica, em cima de seus pais. Na boa, não é uma coisa muito legal que Hannah fez. 

Além do quê, achei-a irritante metade do filme, não entendendo boa parte de sua reação. Quiçá, por conta da dublagem. A versão do DVD da pessoa que emprestou-me, continha apenas uma faixa de áudio, e foi uma tortura ter que assistir esse filme durante uma hora e quarenta sete minutos, ouvindo vozes que tampouco combinavam com os atores, ou ter de aguentar sotaques forçadíssimos. Deve ter sido este mínimo detalhe que fez-me ter ainda menos apreço pela protagonista, pois a dubladora da mesma era tão irritante quanto. Voz de adolescente em uma mulher adulta, tsc, tsc. Provavelmente, na próxima vez em que eu for assistir, o verei legendado, assim pouparei-me do marasmo que ele causou-me. 

Em vez de gratidão, Hannah torna-se prepotente contra seus pais adotivos. E, ingratidão, por minha parte, é uma das piores coisas que existe no mundo. "Ah, mas tente entender o lado dela". Ainda assim, mesmo tentando entendê-la, e ver que seus pais esconderam a verdade dela, suas atitudes não me eram convincentes.


Hannah trata os pais adotivos como culpados pelo seu abandono e pelos seus problemas de saúde, em vez de agradecê-los por cuidar dela durante tanto tempo, e tratá-la como se ela fosse sangue do sangue deles. 

Em meio a esta crise que surgiu em sua vida, que até então era considerada perfeita, ela também conta com a ajuda de seu melhor amigo, Jason, que a ajuda a ir atrás de sua verdadeira origem, mesmo em meio a uma crise em seu namoro. Em verdade, ela arrasta-o para a sua jornada nada planejada. Em alguns momentos, tive a ligeira impressão de que Hannah estava flertando com o seu melhor amigo. Por mais detestável e imbecil que fosse a namorada de Jason, isso não lhe dá direito, Hannah, de se jogar nos braços do rapaz.

Gostei de algumas tomadas, principalmente uma em que Hannah jazia em seu leito, em posição fetal, lembrando-nos sempre de que ela era uma moça frágil e de saúde debilitada. Nestes momentos, ela era menos irritante. Mas, logo regressava ao seu status quo quando seus lábios se abriam para despejar suas lamúrias. Sei que estou sendo maldosa, mas não consegui importa-me tanto com a protagonista. Fiquei mais preocupada com seus pais, que sequer sabiam do paradeiro da impulsiva Hannah, e também preocupei-me com Jason, que mesmo de cabeça quente por um relacionamento falido, serviu de apoio para a sua imprudente amiga.

Quando finalmente Hannah descobre a verdade, ela aprende que seria melhor nem tê-la descoberto...

Um filme cheio de revelações, com uma fotografia muito boa, isso devo admitir. Apesar de alguns problemas no roteiro, e principalmente, por causa da irritante protagonista, vale a pena dá uma conferida.

Não darei notas ao filme, visto que esta não é a minha intenção, e também não tenho aptidão para ser crítica ou a presunção de uma cinéfila. Sou apenas uma cidadã comum que recomenda o que assiste.



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